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Mostrando postagens de Junho 8, 2017

Pureza, de Jonathan Franzen

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Por Pedro Fernandes


Este é um daqueles romances cujo título pouco convém ao substrato narrativo. É verdade que Purity [Pureza, nome que, curiosamente, apesar de ser traduzido no título não é traduzido na obra] é uma personagem de grande valia para a resolução da trama muito bem arquitetada. Mas, o leitor não encontra aquilo que costumeiramente encontraria nas obras assim nomeadas de Bildungsroman, isto é, o desenvolvimento de uma personagem, tal como ficou conhecido desde a consolidação do tipo narrativo com Os anos de aprendizado de Wilhelm Meister, deGoethe; muito embora não se descarte seus traços.
De uma maneira ou de outra Pip, como se chama a garota recém-formada, com uma grande dívida com o Governo porque pegou empréstimo para pagar a faculdade e não tem dinheiro para pagar e com a grande dúvida da sua vida, a de não saber o paradeiro de seu pai e se sua mãe é mesmo quem diz ser, passa por diversas aprendizagens entre a primeira e a última situação do romance. Mas, não é Purez…